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Por que as crianças são o centro do mundo?

Por que as crianças são o centro do mundo?

Li esta semana uma crônica que me lembrou uma das polêmicas e oportunas palestras do chefe dos menores de Granada, Emilio Calatayud. O pai concordou com as exigências do filho e prometeu que assim que chegassem ao destino da viagem, ele o faria. E se ele não encontrasse lojas abertas, que no dia seguinte, não se levantando mais, iria procurar uma loja para comprar o “bendito” carregador.

Minha mãe, ou melhor dizendo, meu pai, algo não cabe nesse filme. Os papéis estão mudando literalmente. Se casos como este podemos ver não só em um aeroporto, mas também em um restaurante, em shoppings, na porta de escolas, em casa. Crianças gritando, exigindo, recusando-se e até chantageando os pais, com gritos, acessos de raiva, acessos de raiva e sabe Deus com o quê. É uma pena, mas, como diz Calatayud, deixamos de ser escravos de nossos pais para sermos escravos de nossos filhos. Isso de filhos e pais saiu do controle.

Para uma criança, e quero dizer uma de três, quatro, cinco anos de idade, para tomar a sopa, muitos pais tentam argumentar com ela, e o mesmo quando a criança tem que fazer o que ela supõe ser seu dever. Eu me pergunto onde está a autoridade e o respeito. Se hoje os pais se limitam a ser apenas colegas e amigos dos filhos. A criança, por ser pequena, sobe na mesa do restaurante. Por ser pequeno, nada acontece se ele dá um tapa na mãe e, portanto, uma série de situações sem nenhum controle. E claro, por ser pequeno, ele tem o direito de decidir o que quer comer, se vestir, assistir na TV. E como os pais de hoje estão longe de casa no trabalho, eles se sentem obrigados a compensar a ausência comprando tudo o que os filhos pedem. Se for um PC, uma conexão de internet, um Wii, um Nintendo, um Ipod, uma televisão para o quarto, e quando descobrirem que não podem mais ter nenhum controle sobre seus filhos e nem exigir respeito deles, perdemos o norte. Não precisamos manter nossos filhos entretidos porque eles ficam entediados. As crianças não precisam ser o centro do mundo. Acho que devemos ensiná-los a ser mais sensíveis a outras realidades. Devemos educá-los para terem outra perspectiva de vida. Que olhem mais para os outros e não apenas para seus interesses e desejos. Que eles não são o centro do mundo. Que o mundo é muito maior do que sua própria pessoa, e você vai me perguntar, como fazer isso? Bem, eu acho, como tudo, com exemplos. Acredito que nós, pais, devemos mudar e reconquistar nosso papel. Criar compromissos e conhecer histórias de outras pessoas, de outras culturas, e não nos encerrar apenas em nosso mundo de “estabilidade”. O mundo, as pessoas, o conhecimento, se misturam rapidamente. Devemos aprender com ele, envolver-nos nas necessidades dos outros e, assim, educar melhor nossos filhos.Vilma Medina. Editor do nosso site

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